A importância da avaliação das competências não-cognitivas

Foi-se o tempo em que bastava o resultado da análise das competências cognitivas – ligadas à capacidade de fazer cálculos e de resolver problemas de raciocínio lógico, por exemplo – para saber se os alunos teriam sucesso no futuro.


Mais recentemente, um novo elemento está sendo levado em consideração quando o assunto é avaliar o sucesso de cada aluno. Diversas pesquisas apontam que de nada adianta o aluno saber Português e Matemática se não consegue manter um bom relacionamento com as pessoas e controlar as suas emoções.


As competências não-cognitivas ou socioemocionais dizem muito sobre o futuro do indivíduo. “Não há uma lista fechada de quais são essas competências, mas os pesquisadores descobriram que para as pessoas serem felizes e terem um acarreia bem-sucedida, esse tipo de habilidade importa tanto quanto o saber fazer coisas”, diz Daniel Santos, economista e consultor do Instituto Ayrton Senna.


As competências não-cognitivas não são natas, ou seja, podem ser desenvolvidas ao longo do tempo, em qualquer fase da vida. É na interação com as pessoas com quais convive que a sociabilidade do indivíduo será estimulada. Devido à importância das competências socioemocionais, os pesquisadores apontam para a necessidade de haver programas institucionais, estruturados em forma de política pública para que as escolas passem a colher os resultados positivos desse novo modo de avaliar as competências e habilidades dos alunos.

Fonte: Educar para Crescer